Já há algum tempo eu queria colocar isso em discussão. Todos sabem o que é cut off, né?
Bom, para ainda os que não sabem, são os números 9999 que aparecem no MIDI quando você tira o pé do acelerador com uma marcha engatada. O cut off é o corte total de combustível nos bicos injetores. Na verdade, um mínimo de combustível é passado nos bicos, tanto é que eles "gotejam" quando a central entra em cut off. Mas isso é o mínimo do mínimo. Enganam-se os que pensao que carros AT não têm cut off. Tem sim! Eu também achava que não tinha, mas andei no carro do Luccão e verifiquei.
Mas o papo aqui é outro ...
fiz esse preâmbulo para a gente se inteirar do assunto.
O caso é que eu passei o fim de semana passado na minha terra natal em Ribeirão Preto SP. Daqui para lá são 740 km de distância. Na ida eu só usei o cut off. Toda e qualquer descidinha eu tirava o pé do acelerador e deixava o cut off em ação até a descida terminar para pisar no acelerador de novo. Conclusão, média de 10,2 km/l. Evidente que eu consigo fazer uma média maior do que essa, mas essa foi a média de acordo com a "velocidade" que eu fui.

Na volta, preferi usar o famoso ponto morto. Assim, nas descidas, alavanca do câmbio em ponto morto. No mesmo pique da ida a comsumo aumentou para 10,9 km/l. Estranho, não?
Concluindo, sabemos que não se pode colocar o carro em ponto morto durante as viagens, que isso não economiza combustível e prejudica o carro. Mas e em caso de viagens longas iguais à que eu fiz? Não seria o caso de se colocar na banguela algumas vezes (não todas as descidas) pelo menos para dar um descanso para o motor? Falo isso porque andar com giro alto durante horas também pode prejudicar o motor. Sei que a discussão aqui será longa, mas e aí o que vocês acham?